“Tudo é fluxo, nada fica parado” – por E. Ribas
O título é uma citação do filósofo Heráclito que descreve bem o ritmo intenso de um dos grupos mais ativos do rap, os cariocas do Fluxo.
Natural de Niterói, o grupo formado inicialmente por Wallace Carvalho (MC WallaC) e pelo produtor Arthur Moura, lança nesta sexta-feira (17) seu quarto trabalho: “Visões Remanescentes”. Uma das novidades é a presença de um terceiro integrante, Leonardo Mannarino, o Goribeatzz, que passou a trabalhar no início da produção deste álbum.
O quarto disco do grupo chega com uma sonoridade um pouco diferente dos demais trabalhos: os beats estão carregados de musicalidade, graças às intervenções orgânicas quase que 100% presentes e as rimas vêm ainda mais poéticas e universais.
O pacote do Fluxo não se encerra apenas com a produção do disco, ainda traz um vídeo-teaser que mostra os bastidores da produção de Visões Remanescentes, relatando inspirações e reflexões sobre o trabalho. Pra fechar, o clipe do som “Pro Mar”, que entrega uma das grandes fontes de inspiração para o MC WallaC rimar, o mar de Niterói.
O Per Raps fez a conexão digital SP-Niterói com o Fluxo e bateu um papo sobre o novo álbum, as mudanças no grupo, a linha de produção do trio e muito mais. Leia a entrevista aqui e baixe o álbum no Rapevolusom.
Per Raps: Para começo de conversa, como foi trabalhar a música em trio agora, sendo que antes o Fluxo contava com Wallace e Arthur Moura na rima e na produção?
Arthur Moura: Na verdade, o Fluxo nunca trabalhou em dupla, nós sempre fomos um amálgama de beatmakers. Desde o primeiro disco prezamos por ter uma maior variedade de pessoas envolvidas na produção dos instrumentais. Poucos sabem disso, mas no nosso primeiro disco nós tínhamos um integrante de São Paulo, o produtor Dheeny, que participou de toda produção do Relatoatividade em 2006. A partir do segundo disco (O Som do Tempo) ele saiu e participou só esporadicamente. Por outro lado, apesar de termos muitos amigos MCs no Rio de Janeiro, nossos quatro discos têm pouca participação de MCs, quase nenhuma participação na verdade.
Efetivamente até o nosso terceiro disco (Prévia do Amanhã) o Fluxo era Wallace Carvalho e eu e a partir do nosso quarto disco (Visões Remanescentes) entrou o Goribeatzz. A entrada dele foi enriquecedora, não poderia ser melhor. O Gori é um cara que não se contenta com pouco, está sempre produzindo e não se limita em fazer beats. Nós gravamos o disco, cerca de 30 faixas, lá na casa dele e lá nos reuníamos semanalmente para a produção do álbum. Ele participou das gravações, fez as artes etc. Na verdade, o Gori é um daqueles que sempre foram do Fluxo, mas só agora veio a notícia. Os próximos lançamentos, que já estão na gaveta guardados, terão muito mais produções dele, pesadas…
WallaC: Foi natural, a gente tinha o Gori trabalhando com outras partes mas ele iniciou em produção junto com o desenvolvimento desse disco. Tem quase que uma divisão de trabalho por habilidades mas a evolução dele deu um ganho amplo em arte e beats, trazendo a cara dele pro novo disco. O disco foi gravado com a participação efetiva dele e a convivência foi fundamental no contexto e conceito musical desse trabalho. Desde o primeiro disco outros beatmakers participaram mas a proximidade e a amizade foi o que determinou a entrada dele no grupo.
Goribeatzz/Leo: Como disse o Arthur, sempre fui do Fluxo, nunca musicalmente falando, isso é verdade, mas sempre na participação de clipes, filmes e nos shows. Somos amigos de longa data, a primeira vez que Wallace se apresentou para um público foi numa festa minha. Com a mudança dos equipamentos aqui pra casa, me senti mais a vontade de explorar essa parte musical. As gravações dos dois discos aqui em casa só vieram para ratificar mais nossa amizade e comprometimento com o projeto.
Per Raps: O objetivo do vídeo-teaser foi aproximar os fãs dos bastidores do Visões Remanescentes, compartilhando ideias, dificuldades e até trazendo o ambiente em que vocês se encontram e produzem seu trabalho?
Arthur Moura: O contato com o fã é importantíssimo, né. Mesmo não tendo experiência com o áudio visual, desde o primeiro disco arriscamos em começar a filmar a nossa dinâmica de produção em vídeos-release e foi a partir dessa ideia de fazer vídeo-release que nós começamos a entrar no cinema. Fizemos o curta-metragem “As Palavras de um Faminto”, que nada mais é do que a vida do Wallace com trechos de suas poesias inseridas no contexto da narrativa. Nós sempre tentamos interligar nossa linguagem de todas as formas possíveis. Na verdade tudo que produzimos está ligado, faz algum sentido, desde filmes, discos, vídeos. Achamos que o contato visual completa a comunicação entre quem produz e quem consome a nossa arte. O vídeo-release expõe bem isso.
WallaC: Essa ideia vem do primeiro disco e utilizamos em todos, e a aproximação com o público e discurso expondo nosso ponto de vista, explicar relações que tivemos no decorrer da produção, algo que não se transmite musicalmente. O público observa esse ar meio making of e realmente se sente próximo. Experimentar outras linguagens também fez nascer essa atitude, quanto mais formas de comunicação e expressão tivermos mais material e atrativo se cria entre nossa arte e o público.
Per Raps: A ideia de trazer uma sonoridade mais orgânica ao álbum está ligada diretamente ao amadurecimento musical do grupo?
Arthur Moura: Sem dúvida. Primeiro é necessário entender o que é o tal “orgânico”. Antes, quando eu só estudava violão clássico minha visão era extremamente fechada quanto isso, em parte pela atmosfera em que eu estava inserido. Orgânico para a bossa-nova, para o samba, o erudito, se torna uma realidade a partir do momento em que o artista cria extraindo sonoridades de um instrumento, como violão, violino, guitarra etc. Essa é uma visão hermética e um tanto quanto ortodoxa de arte. “O artista é aquele que cria coisas belas” já dizia Oscar Wilde. Quando surge o rap, como uma reapropriação e resignificação de uma linguagem já existente, no caso do sample, por exemplo, quase ninguém enxerga o trabalho que está sendo feito ali como uma forma orgânica.
Quando uma pessoa que nunca estudou música na vida, não sabe ler partituras e nunca ouviu falar de Villa Lobos pega um instrumento virtual VST do Fruity Loops e cria uma melodia extremamente simples, porém funcional, há um certo menosprezo por aquilo não ser um instrumento orgânico e ter uma aparente superficialidade musical. Acho que o maior amadurecimento que tivemos foi em relação a isso… Ver a música com bons olhos e não ter medo de paradigmas.
Per Raps: Como o Fluxo consegue trazer unidade ao trabalho mesmo com a presença de diferentes beatmakers de diferentes cantos do país?
WallaC: A unidade pra estética musical nasce por interpretação nossa dada a cada contribuição diferente, acredito que cada mão que passeia pela arte sendo esculpida, dá forma incrementando seu resultado. Eu ouço um instrumental e minha escrita acrescenta a visão que eu tenho e assim por diante com o Arthur e o Gori e seja quem tiver contribuindo. Em relação à internet facilita, e-mails, arquivos e até tratar algo com uma conversa no skype hoje em dia é muito fácil.
Arthur Moura: A unidade é o nosso gosto pela música. É claro que temos uma rede de amigos que na maioria das vezes que propomos uma participação eles aceitam numa boa. São pessoas que territorialmente estão distantes, mas musicalmente estão muito próximas e estão sempre solícitas por acreditar que o Fluxo traduz de alguma forma parte daquilo que ele propõe enquanto música, rap etc. Pessoas como DJ Caíque (São Paulo), André Laudz (Curitiba), Marcelo Martins (Alto Paraíso – GO), Dheeny (São Paulo), Papatinho (Rio de Janeiro) e Tardeli (Rio de Janeiro) são alguns dos muitos integrantes que o Fluxo têm.
Per Raps: No vídeo “Pro Mar”, aparece como nome do álbum “Visões Remanescentes – Lado A”. Existe alguma intenção de mostrar o “lado B” desse disco?
Arthur Moura: Sim! Na verdade pensamos até em lançar o “lado C”, mas com outro nome. Depois do carnaval vamos lançar o Lado B do Visões Remanescentes, que tem mais participações, como o Papatinho (Cone Crew), Dheeny e outros. Na verdade antes do Wallace ir para Austrália gravamos mais de 30 faixas e isso nos deixou com bastante material para lançar durante o ano de 2011. O lado C provavelmente se chamará “Reminiscências do Ontem” que nada mais é que um sinônimo de Visões Remanescentes. Fora isso ainda temos o disco que o Gori produziu só de remix que se chama “RE – Fluxo – Relatos da Prévia no Tempo” que ele fez pegando as acapellas dos três discos anteriores. O Lado B do Visões está bem legal, tem mais faixas só com voz e violão.
Per Raps: Como é rimar de frente pro mar? Acha que isso te permite ser mais poético?
WallaC: Eu escrevi boa parte do disco depois que fui morar no Vidigal, morro na zona sul do Rio que fica próximo ao Leblon, e entende o que o mar, no caso a praia, tem de plural e resumido pra cidade do Rio. Contraste visível que divide mesmo espaço, vizinhos com mesmo ar e vidas diferentes. O mar é poético sim e a leveza que procurei ter não desmascara o suor de muitos que tiram seu sustento ali. O lado melódico ajuda a reforçar que música é diversão mas a mensagem não se perde.
Per Raps: No álbum você chega a cantar em um ou dois sons, essa atitude também vem do amadurecimento musical ou do momento, em que você se sentiu mais livre para explorar sua musicalidade?
WallaC: Eu criei melodias por sentir necessidade em acrescentar outra dinâmica pros sons, amadurecimento e uma direção pro trabalho também fizeram eu ousar partes cantadas junto com rap. Acho que influência musical eu sempre tive pra cantar um refrão ou uma parte de passagem nas musicas, ouço muitos gêneros musicais e isso fica evidente quando você cria. A liberdade pra criar vem também de produções, uma base mais tocada ou um sample musical, isso ajuda.
Per Raps: O que o Fluxo pretende mostrar com Visões Remanescentes e onde pretende chegar com ele?
WallaC: Vem mostrar o que somos durante a vida pra ser lembrado quando criamos, seja com poesia, beats ou vídeos. É mais um passo no tempo pra descobrir outros territórios, fazer mais ouvintes sem fronteira de gênero. Música, seja rap, bossa, samba, alternativa, o que for que o ouvinte quiser proclamar.
Arthur Moura: O Visões é mais uma etapa do nosso processo musical. Acho que na verdade o Fluxo nasceu em 1998, quando tínhamos (eu e Wallace) uma banda de rock´n´roll e ali já estávamos propondo arriscar algum tipo de linguagem, misturando rap com heavy metal falando do cotidiano e da conjuntura em que vivíamos. Cada disco nosso é um capítulo. O Visões mostra uma tímida liberdade musical onde o rap está apenas começando a se desprender. Não só musical, mas poético, enquanto proposta de discurso, de abordagem onde o propósito é ter um alcance maior e não se fechar jamais a um só discurso. Mesmo tímido, é assim que se começa. Se gravássemos um disco agora só voz e violão dificilmente as pessoas iriam assimilar com o nosso trabalho anterior.
Acho que o principal da nossa proposta é de alguma forma ampliar o que se entende por rap, por música, por arte. Mostrar que não há homogeneidade e que a heterodoxia é o mais importante. Mostrar que tendências existem, mas que a formatação do nosso caráter musical não deve ser preso aos que propõem um único entendimento do que é rap. Mostrar que o enclausuramento, seja ele musical ou ideológico, é nocivo. E mesmo sendo importante essa heterodoxia, é fundamental que haja uma comunicação entre aqueles que se propõem a fazer rap para dar continuidade de forma harmônica a principal proposta do hip hop: mudanças.
Per Raps: Trazer um clipe antes de liberar o download do disco é uma maneira interessante de promover o trabalho. No entanto, a maioria dos grupos de rap enfrentam dificuldades para ter sequer um único clipe. Como o Fluxo consegue se organizar para ter uma linha de produção tão eficiente, trazendo um disco a cada ano, além de clipes e teasers?
WallaC: O clipe reforça a ideia da música e a imagem do grupo, promove um novo trabalho, assim ajuda estabelecer um novo ciclo. É ferramenta pra atrair, pra dar alusão e temática. Nosso ritmo vai de acordo com que as ideias vão aparecendo, é meio natural. Você vê o resultado de um som e já sabe se ele pode ou não virar um vídeo. Pro Mar, quando ouvi o beat, já sabia que seria um som com potencial pra isso. Um disco a cada ano foi por motivos de acesso ao 202, depois que não tivemos mais, ainda assim arrumamos um espaço cedido pelo Gori e gravamos boa parte do Visões Remanescentes.
Baixe o álbum no Rapevolusom
Arthur Moura: No momento em que paramos para pensar um disco, automaticamente já pensamos em tudo que pode surgir dali. Aí vamos por etapas: produzimos as bases, gravamos, pensamos em qual faixa pode virar um clipe, em como será o processo de filmagem do vídeo-release e assim tentamos fechar um pacote de produção. É claro que as coisas não funcionam dessa forma tão cartesiana, mas a gente parte desse princípio, basicamente. Acho que o que faz a gente produzir dessa forma é não ter muito medo de muitas vezes apresentar algo até inacabado, imperfeito. O perfeccionismo nunca fez parte da nossa produção.
A gente não quer ser perfeccionista, a gente quer experimentar cada vez mais. É claro que o fator qualitativo é a nossa preocupação, mas não deixamos de produzir por não termos um bom equipamento, um ótimo estúdio, bons microfones, ótimas câmeras etc. Nosso primeiro clipe foi feito com uma maquininha muito tosca de tirar fotos, que foi o clipe de “Nada é em Vão”, mas nem por isso deixamos de fazer. Esse discurso de que sua arte tem mais valor agregado somente quando é produzido com um aparato tecnológico de última linha é papo furado de um grupo que detém poder para produzir coisas hi-tech.
Goribeatzz/Leo: Na real eu acho que o que diferencia o nosso trabalho é a vontade de arriscar e não ter medo de fazer. Às vezes falta dinheiro e tempo para realizar tudo que gostaríamos de fazer, mas uma coisa que nunca vai faltar é vontade de fazer e empenho. Somos muito comprometidos com a música e com o grupo. A cada dia surge uma ideia minha, do Arthur e do Wallace, não paramos de pensar em projetos.
Per Raps: Na opinião de vocês, a internet ainda tem um papel importante na propagação do trabalho de um músico, não só no rap? Aonde a internet já levou o grupo?
Arthur Moura: “A internet é a ferramenta que os punks queriam ter na década de 70, 80”, já dizia o Funkero. É aquele lance, né, cara, “o homem é filho do seu tempo”; não tem como a gente fugir desse contexto, globalizado, globaritário, como já dizia Milton Santos. No nosso caso, achamos fundamental sim a internet e sem ela dificilmente teríamos nossa arte propagada mundialmente. O músico que não acompanha esse ritmo parou no tempo, não progride. Mas é aí que mora um grande paradoxo. Que tipo de sobrevivência a internet proporcionou para o artista? O que observamos é que a rede ao mesmo tempo em que deu a chave do mundo para o artista, ela também obliterou a possibilidade inicial do cara ganhar dinheiro daquilo que ele faz.
Os artistas tiveram que primeiro se adaptar com essa nova forma de distribuição, gratuita, para só depois, em outro contexto, repensar essa ferramenta como forma de ganhar algum tipo de rentabilidade do que ele produz. É aquele lance da novidade. Achamos que os últimos a pensar nesse tipo de funcionalidade da internet (a funcionalidade da obtenção do dinheiro) foram os artistas, porque os capitalistas certamente não criaram a rede para ficar batendo papo no MSN e botando seus produtos de graça para as pessoas baixarem. Na verdade eles, como fundadores da internet, se aproveitaram muito de ter assim tão facilmente produtos que sempre foram o combustível para a manutenção da rede, pois se não tivesse atrativo como músicas, filmes e clipes, de graça, na internet ela não seria tão movimentada. A pergunta que fica é: até quando os artistas vão ficar nessa inércia? O que nós do Fluxo conseguimos foi visibilidade e só agora estamos repensando em como reverter isso para gerar algum tipo de sustentabilidade.
WallaC: A internet sim é o meio de divulgação eficaz mais usado, e isso tende a aumentar e já traz benefícios até financeiros direto pro artista. O download já pode ser pago e sem falar na facilidade de comunicação. Eu lembro os primeiros vídeos que fizemos e isso já fazia da imagem do grupo algo mais lembrado. Não sei a dimensão exata do trabalho, mas a internet trouxe parceiros, artistas e visibilidade até fora do pais.
Projetos Futuros
Goribeatzz/Leo: Ainda esse ano sai o Re-Fluxo – Relatos da prévia no tempo, uma mixtape com uma seleção de algumas músicas dos 3 discos lançados pelo Fluxo, com beats que haviam sido feitos na época em que a gente estava gravando. O lado b do Visões e o Reminiscências do Ontem, e vem por ai mais alguma coisa relacionada a clipe e documentário, mas isso é pra frente, aguardem!
Arthur Moura: Acho que o mais importante é o fator experimental que o rap proporciona. Vejo que estamos no auge, o rap, o hip hop é um dos movimentos mais proeminentes que existem no planeta hoje, em termos de movimento popular. Porém, temos que ter certo cuidado com os caminhos que estamos traçando, pois muitos movimentos proeminentes que tinham tudo para dar certo, como o anarquismo, por exemplo, sucumbiram frente aos próprios conflitos internos que eles celebraram ao longo do tempo. No início do século XX era um movimento espetacular, os punks, ao se apropriarem do movimento na segunda metade do século XX, tinham boas chances de mudanças, mas inventaram de se digladiar…
Baixe o álbum no Rapevolusom
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Bela entrevista!
Uma das paradas que curti foi o fato de não ficarem em cima do muro para expor opiniões sobre qualquer assunto e a forma como tratam a música, sem se desligar da questão social, mas continuando, essencialmente, arte.
Demais, já peguei o disco, vamo apreciar!
“Mostrar que tendências existem, mas que a formatação do nosso caráter musical não deve ser preso aos que propõem um único entendimento do que é rap. Mostrar que o enclausuramento, seja ele musical ou ideológico, é nocivo”
Me ganhou nesse quote aí!
E o feed novo pros RSSers?
Abraço
Robazz, acabei de arrumar o feed novo.
Obrigadão por dar esse toque.
Olha o link aqui:
http://feeds.feedburner.com/perraps
Beijos!
Bem… eu sou fã assumida!
A musica, letra e poesia do grupo, são notórios!
Estão de parabéns… Me orgulho de ler entrevistas como esta, e apreciar tanta inteligência!
Beijo! =D
Muito interessante! Entrevistas como esta, provam que o rap nacional está se encontrando e se reinventando.
Dá-lhe Per Raps!
Abraço.